Rugby ainda não tem o fundamental para chamar de sua, uma casa.

Mais um estádio ficou para o futebol e o rugby nem um campo possui para mandar jogos


O rugby brasileiro enfrenta um desafio monumental, pois carece de uma verdadeira casa para chamar de sua. A aspiração de atingir grandeza parece ser uma tarefa hercúlea, mas, na realidade, é uma jornada repleta de obstáculos.

A transformação da antiga ABR em CBRu trouxe consigo a ambição de fazer do rugby um esporte de renome em todo o país, alcançando diversas camadas da sociedade, do norte ao sul. A promessa era de uma administração transparente e eficaz, um objetivo que ninguém duvida. No entanto, a gestão esportiva atual está muito aquém do que os fãs e participantes merecem e esperam.

A construção de um empreendimento esportivo substancial é uma empreitada que leva anos, às vezes décadas, mesmo com diferentes protagonistas. O rugby abrange quatro modalidades (XV, Sevens, Beach e Cadeiras de Roda), sendo esta última muitas vezes negligenciada, uma vez que fica sob a alçada do Comitê Paralímpico Brasileiro. A paixão pelo XV é inegável, e o sonho de participar da Copa do Mundo continua acesa, embora o caminho seja longo, repleto de desafios e obstáculos financeiros. Nossa nação, conhecida pelo amor ao futebol, vôlei, F1, basquete, natação, tênis e atletismo, precisa ser persuadida de que o rugby é uma entidade com valores inestimáveis, mas essa convicção exige um propósito sólido, capaz de cativar o público, os fãs, os torcedores e os investidores.

Não podemos ser ingênuos e acreditar que paixão é suficiente para tornar o rugby um esporte profissional e um empreendimento viável. É necessária uma mentalidade de trabalho incansável, investimento em desenvolvimento de base e a capacidade de superar as convenções do passado e as comparações com esportes mais populares. Devemos forjar nossa própria narrativa.

Lamentavelmente, carecemos de uma "casa" que seja verdadeiramente nossa, e muitas vezes subestimamos eventos que poderiam elevar nosso status esportivo e administrativo no cenário global. Quando aspiramos à grandiosidade das Copas do Mundo, é inevitável questionar o que esses torneios nos fazem sentir. Tristeza, inveja ou mesmo desânimo? Por que a grande mídia permanece em silêncio? Talvez seja porque ainda somos considerados insignificantes no panorama esportivo brasileiro. E isso não é um problema exclusivo do rugby, mas sim de muitos outros esportes.

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Em 31/07/2025 às 12h36 - Atualizado em 31/07/2025 às 18h55