Sir Bob Smith, o monstro sagrado do meu coração
Não é sobre o jogo de sábado. É sobre o peito aberto, a memória de um menino de quinze anos no velho SPAC.
Não vou falar do rugby deste sábado. Não. Vou abrir o peito, rasgar a camisa e expor o coração em carne viva: o encontro com o meu grande ídolo, aquele que carinhosamente chamo de “Sir Bob Smith”.
Mais uma vez ele esteve presente no SPAC, o velho SPAC, tão velho quanto nós dois somados, aquele SPAC que me recebeu de braços abertos quando eu ainda era um moleque de quinze anos. Era a cultura dos braços abertos daquela época e do hoje pouco me importa, porque o hoje é “pequeno” e não merece o meu suor. Todas as vezes que piso no clube da Guarapiranga e me deparo com Sir Bob Smith, as memórias saltam da caixinha como demônios libertos. Fico quase criança outra vez, a criança que enfrentou aquele monstro sagrado e, pior ainda, ou melhor ainda, recebeu dele o elogio ao meu trabalho crítico, especificamente ao artigo “Odisseia do Rugby”.
Que momento! Que drama! Que sobrenatural da alma do rugby! Não que eu despreze os membros da entidade nacional. Longe disso. Mas, com a sinceridade de quem já chorou no ombro da vida, dois ou três deveriam ser “expulsos” dali por não conseguirem sair da floresta encantada onde vivem, cegos e felizes na própria ilusão. Bob não é o pai do Nick. Bob é o Bob. Ponto final. Se alguém quiser referência, que procure o Bob. É nele que se encontra a essência.
E ver a família Baines… Ah, ver a família Baines!
Se o Le Crunch foi um sucesso a ser desenvolvido como evento de rugby, então chegou a hora. A hora em que o rugby no Brasil precisa ser maior do que as nossas entidades, maior do que os sonhos inacabados de pessoas que nunca sonharam de verdade pelo esporte.
O rugby tem de sair do eixo. Tem de sangrar, tem de gritar, tem de ser pátria em chuteiras de outra modalidade.
#rugbyforadoeixo