O Rugby Nacional em "Modo Avião" – À Espera de um Milagre Vindo de Dubai.
Outubro Terminando e, mais uma vez, me pergunto: E o Planejamento para o Futuro?
Sei que não estarei aqui em 30 anos para testemunhar o futuro do rugby brasileiro, um esporte que joguei muito, trabalho, sigo e dedico parte da minha vida, mesmo que minha voz muitas vezes pareça não ser ouvida. E é por isso que venho a público: o que estamos esperando para agir de verdade e trazer a mudança que tanto almejamos?
Será que uma vitória contra Samoa, Bélgica ou Namíbia será o suficiente para acender a chama da grandeza? Ou talvez os cursos de liderança que surgem por aí, com promessas de criar um líder, resolvam a equação? Ou será que, no final, teremos de esperar por algum "milagre" vindo de Dubai?
Não falo do passado, mas sim do futuro. E o futuro, como todos sabem, deve ser semeado no presente.
Sempre estarei na torcida pelos nossos jogadores, mas pela entidade, hoje não consigo. O que vemos é um rugby dilacerado. Os clubes clamando por socorro, os times se enfraquecendo, a comunidade se fragmentando e o voo do rugby brasileiro se tornando um voo de galinha.
O pior de tudo? A falta de autocrítica. A coragem de olhar no espelho e reconhecer as falhas simplesmente não existe.
No mundo empresarial, é comum que, em momentos de crise, a ousadia e a crueldade sejam necessárias para dar um passo atrás, colocar o "mais inflexível dos postes" no chão e reconstruir do zero. Talvez o rugby brasileiro precise, finalmente, dessa mesma atitude.