Rugby Fora do Eixo

Editoral: Um Super 12 no meio de outros eventos. Um pequena reflexão.

Rugby merece mais do que vendedores de fumaça e sim os Doutores da Alegria.

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Falta de pensamento amplo e visão estratégica

O rugby no Brasil ainda é um esporte de nicho, apesar de crescimento em algumas regiões. Uma entidade nacional tem avançado com documentos como o Modelo de Desenvolvimento de Atletas e investimentos em base, mas o esporte sofre com fragmentação: clubes amadores, pouca integração escola-clube e dependência de voluntários.

O profissionalismo é limitado. Uma franquia “estranha” compete numa liga sulamericana, o que é positivo para exposição e desenvolvimento de jogadores, mas o impacto ainda é modesto. A seleção masculina chegou perto da Copa do Mundo, mas não classificou, o que reforça a necessidade de planejamento de longo prazo além de ciclos de qualificação.

Calendário aleatório

Esse é um problema recorrente. Clubes reclamam de calendários divulgados pela metade, sobreposições e falta de previsibilidade. Em 2026, o Super 12 começou em junho com 24 clubes (duas divisões), o que é uma evolução, mas ainda há críticas sobre integração com Sevens, femininos e universitários.

Um calendário bem estruturado precisa equilibrar competições nacionais, regionais, internacionais e janela para seleções sem "queimar" atletas. A entidade tem feito reuniões com clubes, mas a execução ainda é insuficiente em consistência.

Capacidade de vender o produto

O rugby tem atributos ótimos (valores de equipe, contato físico, inclusão), mas o marketing histórico foi fraco.

O produto "rugby brasileiro" ainda é pouco empacotado para patrocinadores, TV e público casual. Transmissões existem (YouTube, algumas parcerias), mas falta narrativa consistente que transforme jogos em entretenimento acessível. Comparado ao futebol e outros esportes bem menores, o rugby perde feio em visibilidade.

Mercado pouco exigente que prefere o exterior. O público brasileiro de rugby (jogadores, torcedores, patrocinadores) muitas vezes valoriza mais o que vem de fora: Super Rugby, Premiership, Top 14, All Blacks, Springboks. Isso é natural em esportes nicho, o "importado" parece mais glamoroso, com produção melhor e estrelas conhecidas. Isso "dói" no produto local porque reduz investimento, público pagante e engajamento com o Super 12 ou seleções.

O que pode mudar?

Profissionalização gradual: Fortalecer as seleções e criar mais pontes com ligas regionais.

Marketing inteligente

- Focar em histórias locais, inclusão, valores do esporte e experiências (jogos com família etc.).

- Parcerias com escolas e empresas.

- Calendário racional: Planejamento plurianual, menos sobreposições.

- Base + elite: Crescer o número de praticantes (ainda baixo) enquanto se investe em alto rendimento.

O rugby brasileiro tem potencial de crescimento orgânico, estrutura em evolução e um "DNA" de resiliência. Mas sem visão ampla, profissionalismo e capacidade de vender o que é feito aqui, vai continuar sendo um esporte que "importa" mais do que produz.

Concordo que o mercado pouco exigente e o viés pelo exterior agravam isso.

O que você acha que deveria ser a prioridade número 1 agora?

Super 12, BR Sevens, NDU rugby, mais forte, marketing pesado ou base nas escolas?

O debate é importante. Tem muito vendedor de “fumaça” nesse esporte

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