Rugby Fora do Eixo
Por Mário Gandini
A espera acabou. Neste sábado (27), o Allianz Stadium (Twickenham) recebe a grande final da Copa do Mundo Feminina de Rugby 2025. De um lado, a anfitriã e favorita Inglaterra, empurrada por mais de 80 mil torcedores. Do outro, o Canadá, sensação do torneio e disposto a escrever a página mais gloriosa de sua história.
A final: Inglaterra x Canadá
Bicampeãs mundiais (1994 e 2014), as inglesas fazem sua sexta final consecutiva e carregam uma impressionante série de mais de 30 vitórias seguidas. Jogando em casa, querem confirmar o domínio que já mostraram ao longo da última década no rugby feminino.
A Inglaterra conta com uma de suas maiores estrelas no momento: Megan Jones,indicada ao prêmio de Jogadora do Ano World Rugby 2025,é uma grande arma para a linha inglesa, tanto no ataque quanto na defesa. Nos últimos 12 meses, Megan viveu um momento pessoal difícil, perdeu ambos os pais, experiência que reforçou sua determinação e força emocional.
Ela é o tipo de jogadora que cresce em momentos decisivos, une entrega total e inteligência tática. Sua presença promete ser um dos grandes diferenciais na busca pelo tricampeonato mundial em casa.
O Canadá, por sua vez, disputa apenas sua segunda final de Copa do Mundo. A primeira foi em 2014, justamente contra a Inglaterra, quando ficaram com o vice. Onze anos depois, as canadenses retornam ao palco decisivo embaladas por uma vitória histórica: 34 a 19 sobre a Nova Zelândia, na semifinal.
Se a capitã Sophie de Goede é a referência técnica, a grande heroína da semifinal foi a scrum-half Justine Pelletier, eleita a melhor em campo. Com passes rápidos, visão de jogo e liderança em momentos decisivos, Justine comandou o ritmo da equipe. Não por acaso, o Canadá registrou naquele jogo o tempo médio de ruck mais rápido já medido na história das Copas do Mundo entre torneios masculinos e femininos, com uma média de 2,45 segundos. A velocidade das formações garantiu fluidez ao ataque e desmontou a defesa neozelandesa em muitos momentos do jogo.
No caminho até a final, o Canadá não conquistou apenas vitórias em campo: também protagonizou uma história marcante fora dele. A equipe lançou uma campanha de crowdfunding para viabilizar sua preparação e participação na Copa do Mundo, mobilizando torcedores, apoiadores e comunidades em todo o país.
O projeto “"Mission: Win Rugby World Cup 2025" arrecadou cerca de um milhão de dólares canadenses.A iniciativa não só ajudou a cobrir custos de treinamento e logística, mas também reforçou o espírito coletivo e o orgulho nacional em torno das jogadoras. Essa energia extra, alimentada pela torcida que acompanhou cada passo da campanha, se transformou em combustível para o time
No retrospecto de Mundiais, a Inglaterra leva ampla vantagem: são cinco vitórias em seis confrontos contra as canadenses. Mas a semifinal mostrou que o Canadá chega sem medo e com a chance real de quebrar paradigmas.
O bronze: França x Nova Zelândia
Mais cedo, no Allianz Stadium, a França encara a Nova Zelândia pela medalha de bronze.
Para as francesas, o cenário não é novidade. Em sete edições anteriores, foram seis participações em semifinais e cinco bronzes conquistados. Após a queda diante da Inglaterra, a equipe busca manter a tradição de não deixar uma Copa sem medalha. Conhecidas por sua defesa sólida e disciplina, as Bleues vem com tudo para terminar a copa do mundo no mais alto nível possível.
Já a Nova Zelândia vive uma situação inédita mas com certeza devem terminar a sua copa com aquele rugby neo zelandês que todos conhcecemos. A derrota para o Canadá representou uma quebra de hegemonia, mas também um alerta de renovação. Jogadoras como Jorja Miller, Braxton Sorensen-Mcgee e Laura Bayfield são esperanças de brilho novo para o grupo.
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