Rugby Fora do Eixo
Texto de Mário Gandini
O destaque absoluto das semifinais da Copa do Mundo de Rugby Feminina 2025 foi o Canadá. As canadenses conquistaram uma vitória histórica sobre as atuais campeãs mundiais, a Nova Zelândia, garantindo presença em uma final pela primeira vez desde 2014 e jogando rugby de altíssimo nível.
A Inglaterra, por sua vez, venceu a França por 35 a 17. A partida não foi das mais vistosas, mas as Red Roses se mostraram muito eficientes dentro da Red Zone ( o espaço dentro dos 22 metros da equipe adversária) e conseguiram transformar pressão em pontos. Foi a primeira grande prova de fogo da Inglaterra nesta Copa, mostrando que o time tem solidez, mas também que precisará evoluir para enfrentar um Canadá embalado. A França, no entanto, deixou tudo em campo, jogando com coragem e intensidade até o apito final.
Canadá 34 x 19 Nova Zelândia: De volta à final depois de 11 anos
O Canadá protagonizou o momento mais empolgante do fim de semana. Com uma atuação coletiva impecável, derrotou as atuais campeãs mundiais por 34 a 19, quebrando um jejum de mais de uma década sem chegar à decisão do torneio.
A meio-scrum Justine Pelletier, eleita Player of the Match, abriu o placar com um try e comandou o ritmo da partida com precisão, velocidade e liderança. Sua performance inspirou a equipe a jogar com intensidade, confiança e disciplina, transformando pressão em oportunidades concretas de pontuar.
O time canadense conseguiu segurar a pressão da Nova Zelândia mesmo quando as Black Ferns esboçaram uma reação com tries, tentando aplicar seu jogo e reduzir a diferença. Mas, desta vez, o cronômetro não estava ao lado das neozelandesas, e o Canadá manteve o controle até o fim.
Com Sophie de Goede e todas as jogadoras entregando além do limite, o Canadá provou que não é apenas uma coadjuvante: chegou à final como candidata real ao título, protagonizando um jogo que será lembrado como um marco na história do rugby feminino.
Inglaterra 35 x 17 França: Le Crunch Raiz
No outro jogo, a Inglaterra venceu a França por 35 a 17. Apesar de não ter feito uma partida vistosa, as Red Roses se destacaram pela eficiência dentro da Red Zone, aproveitando bem as oportunidades quando chegaram perto do try.
A França, por sua vez, jogou com muita coragem, intensidade e determinação, pressionando sempre que possível e deixando claro que não foi dominada de forma fácil. Ellie Kildunne brilhou em momentos decisivos, mas o resultado mostrou que, se quiser superar o Canadá na final, a Inglaterra precisará entregar ainda mais.
O fim de semana em Bristol ficará marcado pelo triunfo histórico do Canadá, que eliminou as campeãs mundiais e voltou à final depois de 11 anos mostrando rugby de alto nível. A Inglaterra segue viva na decisão, tendo enfrentado sua primeira grande prova de fogo nesta Copa, mas terá que se superar para encarar um Canadá embalado. Agora, o mundo do rugby feminino se prepara para uma final emocionante: Canadá x Inglaterra.
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