Rugby Fora do Eixo
A estreia do Brasil na Copa do Mundo de Rugby Feminino XV é um marco importante não apenas para a seleção das Yaras, mas também para o rugby feminino nacional. Um feito que, sem dúvida, coloca o esporte em um novo patamar de visibilidade, com grande potencial para inspirar gerações futuras. Contudo, essa conquista não é apenas o resultado de um trabalho de seleção, mas de um longo processo de preparação, e mais importante, da atuação das bases do rugby nacional.
O rugby feminino de XV no Brasil ainda é incipiente, "engatinha", como muitos descrevem. A verdade é que a cultura do rugby precisa de mais do que competições e seleções: ela precisa do fortalecimento das estruturas locais, começando pelos clubes. São os clubes que alimentam o esporte, que formam os atletas, que criam os torneios e que, acima de tudo, promovem os treinamentos e os desafios. É neles que o rugby cresce de verdade. Não se pode esperar que a mudança venha apenas de entidades nacionais ou internacionais, mas sim de dentro das comunidades e dos clubes, que são os verdadeiros protagonistas dessa jornada.
No entanto, o caminho do rugby brasileiro, como o da própria seleção, ainda enfrenta muitos desafios. Para muitos atletas, o “frio na barriga” da estreia é algo inevitável e esperado, seja em competições nacionais ou internacionais. Este sentimento, amplificado pela magnitude de um torneio como a Copa do Mundo, é parte integrante da experiência. O medo, a ansiedade, fazem parte da jornada de qualquer atleta, e é essa coragem diante do medo que define os verdadeiros campeões. As jogadoras das Yaras certamente sentirão esse "frio na espinha" em sua estreia, mas é a coragem de seguir em frente que vai definir seu sucesso, tanto no campo quanto fora dele.
Não só as atletas, mas até mesmo o nosso único jornalista brasileiro na Inglaterra, Mário, experimentará o “medinho” dessa estreia, mas com a confiança de que cada momento dessa trajetória será um aprendizado, e um passo importante para o futuro do rugby no Brasil.
O “Rugby Fora do Eixo” acredita no futuro do esporte no Brasil, mas não a curto prazo. A mudança virá com o tempo e com a dedicação das pessoas certas, nas bases, nos clubes e nas comunidades. O apoio deve ser contínuo e focado no desenvolvimento real, e não apenas na busca por vitórias rápidas ou reconhecimento imediato. A crítica será sempre presente, mas com o objetivo de contribuir para o crescimento verdadeiro do rugby, que precisa ser alimentado por um trabalho sólido e persistente.
Torço silenciosamente, mas com esperança, pois a trajetória das Yaras é a de todos nós que acreditamos no potencial do rugby no Brasil.
Data: Domingo - 24 de Agosto - Horário: 10h45min.
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